Checklist de Google Shopping: 105 pontos para 2026

Há lojas que gastam meses a discutir o orçamento de tráfego pago e cinco minutos a tratar do feed de produto. Depois estranham que os anúncios não apareçam, que apareçam para pesquisas erradas ou que metade do catálogo esteja reprovado. Esta checklist de Google Shopping tem 105 pontos de verificação, divididos por dez blocos, e foi feita para percorreres antes de pores dinheiro em cima da mesa. A ideia é simples: quando corres a checklist do princípio ao fim, quase todos os problemas que costumam aparecer no mês três aparecem no dia um, que é quando ainda saem baratos.

O Google Shopping não é um canal de anúncios com um feed ao lado. É um feed de dados com anúncios ao lado. A qualidade do que envias para o Google Merchant Center decide para que pesquisas apareces, com que preço e com que imagem. Nenhuma otimização de campanha compensa um feed pobre, e é por isso que esta lista começa pelos dados e só depois fala de campanhas.

Como usar esta checklist de Google Shopping

Percorre os blocos desta checklist de Google Shopping por ordem. Não é uma ordem de importância, é uma ordem de dependência: não vale a pena afinar títulos se a conta ainda não está verificada, nem discutir estratégia de licitação se o preço que envias não bate certo com o do site. Cada bloco tem um parágrafo de contexto e a seguir os pontos de verificação. Faz um bloco de cada vez e só passas ao seguinte quando o anterior estiver fechado.

Os pontos marcados com (crítico) são aqueles que, sozinhos, deitam o trabalho todo ao lixo. Um preço errado no feed não te dá menos resultados, dá-te produtos reprovados. Uma conversão mal medida não te dá dados imperfeitos, dá-te decisões erradas durante meses. Se só tiveres uma tarde, faz os críticos e deixa o resto para a semana seguinte.

Esta lista serve tanto para quem vai lançar a primeira campanha como para quem já tem a conta a rodar há anos. No segundo caso costuma ser mais útil, porque as contas antigas acumulam configurações que ninguém se lembra de ter feito. Quando a uso numa auditoria, o padrão repete-se: a conta está tecnicamente viva, mas há um terço do catálogo que nunca chega a aparecer.

1. Conta no Google Merchant Center

Antes do feed, antes das campanhas, antes de tudo. A conta é o sítio onde o Google decide se confia em ti como comerciante. Grande parte das reprovações que vejo não é do produto, é da conta: falta a morada fiscal, falta a informação de contacto, falta a página de devoluções.

  • Conta do Merchant Center criada com o domínio real da loja, não com um subdomínio de teste.
  • Site verificado e reivindicado para o teu domínio (crítico), de preferência através do Search Console.
  • Nome da empresa igual ao que aparece no site e nas faturas.
  • Logotípo carregado nos formatos pedidos, legível em tamanho pequeno.
  • Morada fiscal completa e número de contribuinte preenchidos.
  • Pelo menos duas formas de contacto visíveis no site.
  • Página de política de devoluções publicada e ligada a partir do rodapé.
  • Política de devoluções também configurada dentro do Merchant Center, com prazo e condições iguais às do site (crítico).
  • Termos e política de privacidade acessíveis a dois cliques de qualquer página de produto.
  • Conta ligada à conta do Google Ads certa, com permissões de administrador para quem gere.
  • Se operas no Espaço Económico Europeu, decidido se anuncias diretamente ou através de um serviço de comparação de preços parceiro.
  • Acessos de utilizador revistos: fora quem já não trabalha contigo, agências antigas incluídas.

2. Envio, impostos e informação que tem de bater certo

Este bloco é o que mais reprovações silenciosas provoca. O Google compara o que dizes no Merchant Center com o que o cliente vê no carrinho. Se os portes que anuncias forem mais baixos do que os reais, os anúncios caem. E caem sem drama nenhum, com uma notificação discreta que ninguém abre.

  • Custos de envio configurados por país, com valores iguais aos que o cliente paga mesmo no checkout (crítico).
  • Regras de envio grátis acima de um valor replicadas na configuração, e não apenas no site.
  • Prazos de entrega realistas, com tempo de processamento e tempo de transporte separados.
  • Dias úteis de expedição definidos, incluindo o que acontece a encomendas feitas ao fim de semana.
  • Regiões que não serves excluídas, em vez de terem um valor de portes inventado.
  • Ilhas tratadas à parte, se cobras mais para lá.
  • Impostos configurados de acordo com o mercado onde vendes e coerentes com os preços do feed.
  • Preços do feed com IVA incluído quando vendes a consumidor final (crítico).
  • Moeda correta para cada país de destino, sem conversões automáticas por conta própria.
  • Se vendes para vários países, um destino configurado por país em vez de um só destino a servir tudo.

Sempre que mudares de transportadora, de tabela de portes ou de mercado, volta a este ponto. É a alteração operacional que mais vezes parte os anúncios sem que ninguém ligue uma coisa à outra.

3. O feed de produto e como o carregas

O feed é a peça mais importante de tudo. Não é a campanha, não é o orçamento, não é a estratégia de licitação. É o feed. É ele que diz ao Google o que vendes, e é a partir dele que o sistema decide para que pesquisas te mostra. Se há um bloco desta checklist de Google Shopping para ler duas vezes, é este.

Há quatro formas de fazer chegar os dados ao Merchant Center, e a escolha certa depende do tamanho do catálogo e da frequência com que os preços mudam. Uma loja com 40 produtos e preços estáveis vive bem com uma folha de cálculo. Uma loja com 12 mil referências e promoções diárias precisa de ligação automática. Mais à frente tens uma tabela para decidires sem hesitar.

  • Método de envio escolhido em função do catálogo: folha de cálculo, ficheiro alojado, conector da plataforma ou ligação por API.
  • Frequência de atualização definida pelo menos uma vez por dia (crítico), e mais vezes se tens promoções relâmpago.
  • Ficheiro alojado num URL estável e acessível, sem autenticação a bloquear o acesso do Google.
  • Codificação de caracteres correta, para não apareceres com acentos partidos nos títulos.
  • Um feed principal por país e idioma, em vez de misturar tudo no mesmo ficheiro.
  • Feeds suplementares usados para o que precisas de corrigir por cima do principal.
  • Regras de feed testadas antes de aplicadas, para não reescreveres o catálogo todo com um erro.
  • Recolha automática a partir do site ativada ou desativada de forma consciente, e não por defeito.
  • Registo de erros revisto depois de cada carregamento (crítico).
  • Produtos que expiram vigiados: sem atualização, as fichas caem ao fim de algumas semanas.
  • Se usas um conector da plataforma, versão atualizada e mapeamento de campos confirmado após cada atualização grande da loja.

Uma nota que costuma poupar discussões: o feed não é propriedade do departamento de tráfego pago nem do departamento de informática. É de ambos. Quando ninguém é dono do feed, isto fica sempre a meio.

4. Atributos obrigatórios e os que parecem opcionais

Toda a gente preenche os obrigatórios porque, sem eles, nada entra. O que separa uma conta mediana de uma boa conta são os recomendados. São eles que dão contexto ao sistema e que permitem perceber que o teu produto responde a uma pesquisa específica. Nesta parte da checklist de Google Shopping o objetivo não é preencher, é preencher bem.

  • Identificador único e estável por produto, que não muda quando editas a ficha (crítico).
  • Título, descrição, ligação para a página e ligação para a imagem preenchidos em todos os itens.
  • Disponibilidade e preço presentes e corretos (crítico).
  • Estado do produto declarado: novo, recondicionado ou usado.
  • Marca preenchida com o nome real do fabricante, não com o nome da tua loja.
  • Categoria de produto do Google atribuída ao nível mais específico possível.
  • Tipo de produto preenchido com a tua taxonomia interna, que depois te serve para segmentar.
  • Atributos de vestuário completos quando aplicável: cor, tamanho, género, faixa etária e material.
  • Preço promocional enviado no campo próprio, com datas de início e fim, em vez de alterares o preço base.
  • Descrição escrita a pensar em quem compra, não copiada do fabricante palavra a palavra.
  • Ligação da página de produto sem parâmetros desnecessários e sem redirecionamentos em cadeia.
  • Nenhum atributo preenchido com texto promocional do género “envio grátis” fora do campo certo.

Se tiveres de escolher onde investir tempo, escolhe a categoria de produto do Google e os atributos de variante. São os dois campos que mais mudam a qualidade da correspondência entre a tua ficha e a pesquisa de quem está pronto a comprar.

5. Títulos e imagens, onde se ganha ou perde

Se me deres uma tarde e uma loja, é aqui que a passo. Nos últimos anos, o que mais move resultados é a qualidade dos títulos e das imagens. O título é o texto que o sistema lê para decidir a que pesquisas correspondes, e a imagem é o que decide se alguém clica. Tudo o resto é afinação, e nenhuma checklist de Google Shopping fica completa sem uma revisão séria destes dois campos.

A regra prática dos títulos é pôr à frente o que a pessoa escreve na pesquisa. Marca, tipo de produto, modelo, e depois os atributos que diferenciam. O campo aceita bastante texto, mas só os primeiros caracteres aparecem no anúncio, por isso a ordem importa mais do que o comprimento.

  • Estrutura de título definida por categoria, e não improvisada produto a produto (crítico).
  • Palavras que as pessoas usam mesmo na pesquisa colocadas nos primeiros caracteres.
  • Marca no início nos casos em que as pessoas pesquisam por marca, e tipo de produto no início quando não pesquisam.
  • Atributos diferenciadores presentes: cor, tamanho, capacidade, voltagem, compatibilidade, quantidade por embalagem.
  • Sem letras todas em maiúsculas, sem símbolos decorativos, sem texto promocional dentro do título.
  • Títulos gerados por regra a partir de campos da base de dados, para escalarem sem trabalho manual.
  • Imagem principal com o produto sobre fundo limpo, sem logotípos, selos, marcas de água nem texto por cima (crítico).
  • Resolução confortavelmente acima do mínimo exigido, com o produto a ocupar a maior parte do enquadramento.
  • Imagens adicionais aproveitadas até ao limite permitido, com contexto de uso, detalhe e escala.
  • Imagens de variantes diferentes entre si, para que a cor no anúncio corresponda à cor da ficha.
  • Ficheiros de imagem acessíveis ao Google, sem bloqueio por proteção anti-cópia ou por firewall.
  • Teste feito ao vivo: procura o teu produto no telemóvel e compara a tua ficha com as dos concorrentes lado a lado.

Esse último ponto é o teste mais honesto de todos. Se, no meio de seis fichas, a tua for a que tem a foto mais escura e o título mais confuso, já sabes onde está o teu problema, e não é no orçamento.

6. Identificadores de produto e variantes

Os identificadores são o que permite ao Google perceber que o teu produto é o mesmo que está noutras dez lojas. Sem eles, ficas fora das comparações e perdes visibilidade em pesquisas de modelo específico. Com eles errados, é pior: ficas associado a um produto que não é o teu. É dos pontos mais rápidos de validar em toda a checklist de Google Shopping.

  • Código de barras do fabricante enviado sempre que o produto tem um (crítico).
  • Códigos validados quanto ao número de dígitos e ao dígito de controlo, em vez de copiados à mão de uma folha antiga.
  • Referência do fabricante preenchida quando não existe código de barras.
  • Marcação explícita de que não existe identificador nos produtos feitos por medida ou de marca própria.
  • Produtos em conjunto ou embalagens múltiplas assinalados nos campos próprios.
  • Variantes do mesmo produto agrupadas pelo campo de grupo, com identificador único em cada variante.
  • Cada variante com o seu preço, a sua disponibilidade e a sua imagem, e não a imagem genérica do modelo base.
  • Nada de enviar a mesma referência duas vezes com identificadores diferentes.

7. Preço e disponibilidade sempre a bater certo

Esta é a causa número um de reprovações que encontro. O Google visita a página do produto e compara com o feed. Se o preço no feed diz 49 euros e a página diz 54, o item é reprovado. Se o feed diz disponível e a página diz esgotado, o item é reprovado. Nas lojas com muitas promoções isto acontece todos os dias, sem que ninguém dê por nada.

  • Preço do feed igual ao preço final visível na página de produto, incluindo impostos (crítico).
  • Preços de subscrição, financiamento ou preço para membros nunca enviados como preço base.
  • Disponibilidade sincronizada com o stock real, com atualização várias vezes ao dia em catálogos com rotação alta (crítico).
  • Dados estruturados de produto na página, para o Google poder atualizar preço e stock entre carregamentos.
  • Encomendas antecipadas e pré-vendas marcadas no campo próprio, com data prevista.
  • Produtos esgotados excluídos da campanha, em vez de continuarem a receber cliques.
  • Descontos com data de fim, para o preço promocional cair sozinho quando a campanha acabar.
  • Alerta interno para o caso de a percentagem de produtos reprovados subir acima do teu limite aceitável.
  • Rotina semanal de revisão do diagnóstico da conta, com responsável e dia marcados.

Repara na diferença: os outros blocos são projetos, este é uma rotina. Só te protege se alguém o percorrer todas as semanas, porque o catálogo muda sozinho e as reprovações aparecem sozinhas atrás dele.

8. Etiquetas personalizadas e segmentação por margem

Aqui está a parte que quase ninguém faz e que separa quem escala de quem trava. O Google não sabe qual é a tua margem. Para ele, uma venda de 100 euros com 4 euros de lucro vale o mesmo que uma venda de 100 euros com 60 euros de lucro. Se não lhe disseres a diferença, ele empurra o que converte mais facilmente, que é quase sempre o que dá menos dinheiro.

Tens cinco campos livres para classificares os produtos como quiseres. Não os gastes em informação que já existe noutros campos. Usa-os para pôr no feed aquilo que só tu sabes: margem, sazonalidade, rotação de stock, campanha a que pertencem, desempenho histórico.

  • Uma etiqueta reservada para faixas de margem, do género alta, média e baixa (crítico).
  • Uma etiqueta para faixas de preço, que ajuda a separar produtos de entrada dos de topo.
  • Uma etiqueta para desempenho histórico, para separares campeões de vendas de produtos parados.
  • Uma etiqueta para sazonalidade ou coleção, útil em saldos e datas comerciais.
  • Uma etiqueta livre para campanhas pontuais, que podes reescrever sem estragar as outras.
  • Valores escritos sempre da mesma forma, sem maiúsculas trocadas nem acentos inconsistentes.
  • Etiquetas geradas automaticamente a partir do sistema de gestão, e não escritas à mão numa folha.
  • Campanhas separadas por faixa de margem, com orçamentos e objetivos diferentes.
  • Produtos sem margem suficiente para suportar o custo por clique excluídos, em vez de subsidiados sem se dar conta.

Se fizeres só este bloco da checklist de Google Shopping e mais nenhum, é provável que o teu lucro suba mesmo com a faturação a manter-se. É a diferença entre vender mais e ganhar mais, que não é a mesma coisa.

9. Performance Max e o que muda no controlo

As campanhas Performance Max juntaram o Shopping ao resto das superfícies do Google numa só campanha. Ganhaste alcance e perdeste controlo, e não vale a pena fingir o contrário. O que resta fazer é recuperar controlo pelas entradas: pelo feed, pela estrutura de campanhas, pelos sinais de conversão e pelas exclusões. É por isso que a checklist de Google Shopping vale hoje mais do que há cinco anos: o que já não controlas na campanha, controlas no feed.

  • Estrutura de campanhas decidida por lógica de negócio, e não uma campanha única com tudo lá dentro (crítico).
  • Grupos de recursos organizados de forma a que cada um receba produtos com a mesma lógica.
  • Grupos de fichas de produto usados para incluir e excluir o que entra em cada campanha.
  • Campanhas de marca separadas das de pesquisa genérica, para não confundires resultados fáceis com crescimento.
  • Exclusões de marca configuradas quando queres manter o tráfego de marca noutra campanha.
  • Palavras-chave negativas ao nível da campanha aplicadas para o que não queres mesmo pagar.
  • Recursos criativos completos em cada grupo: títulos, descrições, imagens em vários formatos e vídeo (crítico), porque na falta de vídeo o sistema gera um por ti.
  • Objetivo de retorno definido por campanha em função da margem, e não um retorno único para o catálogo inteiro.
  • Período de aprendizagem respeitado depois de cada alteração grande, sem mexer todos os dias.
  • Relatório de produtos analisado com regularidade, para veres o que está mesmo a consumir orçamento.
  • Decisão consciente sobre manter ou não campanhas de Shopping padrão em paralelo, sabendo qual delas tem prioridade quando ambas têm o mesmo produto.

Quem se queixa de falta de controlo nas campanhas automáticas costuma ser quem ainda não tratou dos oito blocos anteriores. O sistema aprende com o que lhe dás. Se lhe deres um catálogo bem descrito, bem segmentado e bem medido, aprende depressa e a teu favor.

10. Medição de conversões com valor

Sem medição correta, tudo o que está acima é decoração. E não basta contar compras: tens de enviar o valor de cada compra, senão a licitação automática otimiza para o número de encomendas e não para dinheiro. É o último bloco e é aquele que costumo verificar primeiro quando entro numa conta nova.

  • Conversão de compra definida como principal, com valor dinâmico vindo do carrinho (crítico).
  • Valor enviado sem portes e sem IVA, para não inflacionares o retorno.
  • Moeda declarada explicitamente na etiqueta de conversão.
  • Apenas uma fonte de conversões de compra contada como principal, para não duplicares vendas entre ferramentas (crítico).
  • Conversões melhoradas ativadas, com os dados do cliente tratados como manda o regulamento.
  • Modo de consentimento implementado, porque na Europa sem isso perdes sinal.
  • Verificação feita com uma compra real de teste, do clique até ao registo da conversão.
  • Janela de conversão definida de acordo com o teu ciclo de compra real.
  • Micro conversões, como adicionar ao carrinho, registadas mas fora do objetivo principal.
  • Se tens margens muito diferentes por produto, valor de conversão ajustado ao lucro em vez da receita bruta.
  • Confronto mensal entre o que o Google Ads reporta e o que a loja faturou mesmo.

Com estes dez blocos fechados, falta só escolher por onde entram os dados, e essa decisão resume-se à tabela seguinte.

Como escolher o método de envio do feed
Método Esforço inicial Atualização de preço e stock Quando faz sentido
Folha de cálculo Baixo Manual ou agendada, tipicamente diária Catálogos pequenos e estáveis, testes rápidos, primeira campanha
Ficheiro alojado Médio Depende de quem gera o ficheiro, normalmente diária Lojas com programador disponível e catálogo médio
Conector da plataforma Baixo a médio Automática, com sincronização frequente A escolha por defeito para a maioria das lojas
Ligação por API Alto Quase imediata, item a item Catálogos grandes, preços dinâmicos, stock com rotação alta
Recolha a partir do site Muito baixo Depende do rastreio do Google Só como complemento, nunca como fonte única

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Os cinco erros que encontro em quase todas as contas

Faço auditorias a contas de Shopping há anos e a lista de problemas é aborrecidamente parecida. Não são erros exóticos, são pontos simples desta checklist de Google Shopping que ninguém verificou porque toda a gente assumiu que outra pessoa tinha verificado.

  1. Títulos copiados do sistema de gestão Títulos do género “Ref. 4471 preto” existem porque foram escritos para o armazém, não para quem pesquisa. O sistema não tem como perceber que aquilo é uma cadeira de escritório com apoio lombar.
  2. Preço do feed diferente do preço do site Acontece por promoções aplicadas no carrinho, por preços de membro e por descontos que o feed não conhece. O resultado é uma parte do catálogo permanentemente reprovada, muitas vezes sem ninguém reparar durante meses.
  3. Tudo dentro de uma campanha só Uma campanha com o catálogo inteiro entrega o orçamento aos produtos que convertem mais depressa, que costumam ser os mais baratos e os de menor margem. Vês vendas a subir e lucro a descer.
  4. Conversões a contar duas vezes Conversões importadas de uma ferramenta de análise e, ao mesmo tempo, medidas pela etiqueta do Google Ads, ambas marcadas como principais. O retorno aparece inflacionado e as decisões de orçamento saem todas tortas.
  5. Produtos esgotados a receber cliques Enquanto o stock não é sincronizado, pagas por visitas a páginas onde ninguém pode comprar. É o desperdício mais fácil de eliminar e o que fica mais tempo por resolver.

Por onde começar se o tempo for pouco

Se tens uma tarde e não uma semana, faz apenas estes cinco passos. Dão a maior parte do resultado e preparam o terreno para fazeres o resto da checklist de Google Shopping com calma.

  1. Abre o diagnóstico da conta Vê quantos produtos estão ativos e quantos estão reprovados ou em aviso. Se a diferença entre o catálogo e os produtos ativos for grande, tens ali o teu maior ganho à espera.
  2. Confirma preço e stock nos vinte produtos que mais vendem Compara o feed com a página, um a um, no telemóvel. Vinte chegam para perceberes se o problema é pontual ou sistémico.
  3. Reescreve os títulos das três categorias que mais faturam Define uma estrutura por categoria e aplica-a por regra. Não faças produto a produto, não escala.
  4. Verifica a conversão de compra com uma compra de teste Do clique no anúncio até ao valor registado na conta. Se o valor não bater certo, para tudo o resto e resolve isto primeiro.
  5. Separa a campanha por margem Cria pelo menos duas campanhas, com etiquetas a distinguir margem alta de margem baixa, e dá objetivos de retorno diferentes a cada uma.
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Perguntas frequentes sobre Google Shopping

Quanto tempo demora a percorrer esta checklist de Google Shopping?

Numa loja pequena, com catálogo até algumas centenas de referências, uma pessoa que conheça a conta fecha os pontos críticos numa tarde e o resto em dois ou três dias. Num catálogo com milhares de produtos, a parte de títulos e etiquetas passa a ser um projeto de semanas, porque envolve regras aplicadas à base de dados e não edição manual. A boa notícia é que o trabalho pesado da checklist de Google Shopping é feito uma vez e depois só se mantém.

Preciso mesmo de código de barras para anunciar no Google Shopping?

Se o produto tem um código atribuído pelo fabricante, precisas de o enviar, e enviar errado é pior do que não enviar. Se fabricas tu, se é feito por medida ou se é uma peça única, tens um campo próprio para declarar que não existe identificador. O que não podes é inventar códigos ou reutilizar códigos de outros produtos, porque isso associa a tua ficha ao produto errado.

Vale a pena manter campanhas de Shopping padrão a par das Performance Max?

Depende do que queres controlar. As campanhas padrão dão mais visibilidade sobre pesquisas e mais controlo sobre lances, mas alcançam menos superfícies. Quando as duas concorrem pelo mesmo produto, uma delas tem prioridade, por isso não podes assumir que somam. A decisão tem de ser deliberada e testada, nunca herdada de uma configuração antiga que ninguém reviu.

Com que frequência devo repetir esta verificação?

Os pontos de conta e de configuração de envio revês uma ou duas vezes por ano, ou sempre que mudas de transportadora ou de mercado. Os pontos de feed, preço e disponibilidade são semanais. Os de estrutura de campanha e medição revês por trimestre. Vale a pena marcar no calendário com nome e responsável, senão fica sempre para a semana seguinte.

O feed também serve para aparecer nos resultados de compras com inteligência artificial?

Serve, e é uma das razões pelas quais a qualidade dos dados passou a valer mais. Os dados que envias para o Merchant Center alimentam a base de produtos do Google, e essa base é usada em várias superfícies para além do anúncio clássico. Quanto mais completos e coerentes forem os teus atributos, maior a probabilidade de o teu produto ser escolhido para responder a uma pergunta de compra.

Posso aparecer no Google Shopping sem pagar?

Podes, através das fichas gratuitas, que dependem exatamente do mesmo feed e das mesmas regras de qualidade. Não substituem os anúncios em volume, mas são tráfego que não te custa clique nenhum e que já está ao teu alcance se fizeres o trabalho do feed bem feito. É o argumento mais fácil para justificar o tempo gasto: o mesmo esforço serve os dois canais.

Qual é o erro mais caro de todos?

Medir mal. Um feed pobre custa-te oportunidades, uma campanha mal estruturada custa-te eficiência, mas uma conversão mal medida custa-te decisões. Se o retorno que vês está inflacionado, vais aumentar orçamento onde devias cortar e cortar onde devias investir.

Categoria :
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