7 min de leitura · atualizado a 2 de outubro de 2026
Estas dicas de SEO para otimizar websites são sobre um único ponto: as palavras que escolhes e a forma como as usas nas páginas. É a metade do SEO que não precisa de programador nenhum, e é onde a maior parte dos sites perde tráfego sem dar por isso.
Em resumo: escolhe pesquisas específicas em vez de genéricas, não abandones as pesquisas pelo teu próprio nome, escreve com o vocabulário à volta do tema em vez de repetir a mesma expressão, e trata o título e a descrição como um anúncio, porque é isso que eles são.
Se procuras a outra metade, a da limpeza técnica do site, escrevi-a à parte em dicas de SEO para limpar o que está a travar o teu site.
1. Escolhe pesquisas específicas, não as mais óbvias
De todas as dicas de SEO para otimizar websites, esta é a que muda mais resultados por hora de trabalho. As pesquisas curtas são genéricas, disputadíssimas e convertem mal. “Loja de malas” é procurada por quem está a passear os olhos. “Loja de malas de pele em Lisboa” é procurada por quem quer comprar uma esta semana.
A troca é sempre a mesma: menos volume, muito mais intenção. E há uma vantagem que quase ninguém contabiliza, que é a de conseguires ganhar a pesquisa. De nada te serve estar na terceira página de um termo com dez mil pesquisas por mês.
- Escolhe a pesquisa pela intenção, não pelo volume. Pergunta-te o que a pessoa quer fazer a seguir.
- Usa a pesquisa longa no título, no primeiro parágrafo e num subtítulo. Não a repitas em todos os parágrafos.
- Quando um tema dá para várias pesquisas específicas, faz uma página por pesquisa em vez de uma página que tenta apanhar tudo.
2. Não abandones as pesquisas pelo teu próprio nome
As pesquisas de marca trazem menos tráfego do que as genéricas, e são as que mais valem por visita, porque quem escreve o teu nome já decidiu metade.
Perder a primeira posição para o teu próprio nome é o pior cenário possível: quem te procura encontra um comparador, um antigo parceiro ou uma reclamação antes de te encontrar a ti.
- Pesquisa o nome da tua marca e vê o que ocupa a primeira página. Não olhes só para o primeiro resultado.
- Garante que tens páginas tuas para as combinações previsíveis: o nome mais “opiniões”, mais “preços”, mais “contactos”.
- Se aparece algo que não devia, isso já não é trabalho de conteúdo, é gestão de reputação online.
3. Escreve com o vocabulário à volta do tema
Esta é a dica que mais se ignora quando se fala de otimizar websites. Durante anos falou-se em palavras-chave LSI, e o nome envelheceu mal, mas a ideia por trás continua certa: o motor de pesquisa percebe o tema de uma página pelo conjunto de palavras que aparecem à volta, não pela repetição de uma expressão.
Numa página sobre malas de pele, o motor espera encontrar couro, forro, costura, feito à mão, cuidados, garantia. Se essas palavras não aparecem, a página parece rasa mesmo que repita “malas de pele” vinte vezes.
- Escreve primeiro para a pessoa e só depois confirma se cobriste o vocabulário natural do assunto.
- Olha para as perguntas relacionadas que o Google mostra na própria página de resultados. É a lista pronta.
- Se te apanhares a repetir a mesma expressão para “reforçar”, estás a piorar a página. O excesso lê-se, e lê-se mal.
4. Monitoriza as pesquisas em vez de as adivinhares
Não há forma de otimizar websites às escuras. Não precisas de prever o que as pessoas procuram: já tens esses dados, de graça, e a maior parte da gente nunca os abre.
- O Search Console mostra as pesquisas em que já apareces. Filtra pelas que te dão muitas impressões e poucos cliques: são páginas a um passo de resultar.
- Cria um alerta para o nome da tua marca e para os dois ou três temas onde queres ser referência.
- Anota as perguntas que os clientes te fazem por email e ao telefone. São pesquisas reais, escritas com as palavras deles, e nenhum concorrente as tem.
5. Trata o título e a descrição como um anúncio
O título da página decide se apareces. A descrição decide se clicam. São duas funções diferentes e é frequente vê-las tratadas como uma só.
Uma nota sobre a descrição: o Google reescreve-a muitas vezes, e vai buscar o texto que lhe parecer mais adequado à pesquisa feita. Isso não é um argumento para não a escreveres, é um argumento para o primeiro parágrafo da página ser bom, porque é de lá que ele costuma tirar a alternativa.
- O título tem a pesquisa principal e cabe sem ser cortado. Testa-o a ler em voz alta.
- A descrição diz o que a pessoa ganha ao clicar, não o que a página contém.
- O primeiro parágrafo responde à pergunta que trouxe a pessoa. É o que ela lê, e é o que o Google usa quando decide reescrever a descrição.
6. Cuidado com os modificadores de título
Última das dicas de SEO para otimizar websites, e a que mais gente usa mal. Acrescentar palavras como “melhores”, “guia” ou “top 10” ao título ajuda quando corresponde ao que a pessoa procura, e é uma armadilha quando é só decoração.
O modificador que mais estraga páginas é o ano. “Dicas de SEO 2016” funcionou em 2016 e passou a ser um sinal de conteúdo velho em 2017. Se colocares o ano no título, assumes o compromisso de o atualizar todos os anos. Se não vais atualizar, não o coloques.
- Usa o modificador quando ele descreve o que a página é: um guia é um guia, uma lista é uma lista.
- Evita o ano em páginas que não vais rever. Vale mais escrever “atualizado em” dentro da página.
- Não prometas no título o que a página não entrega. Um “guia completo” com 400 palavras custa-te mais do que ganha.
O erro que estas seis dicas não resolvem
Podes fazer as seis na perfeição e a página continuar sem posicionar. Quando isso acontece, o problema quase nunca está nas palavras: está na autoridade do domínio ou na escolha da pesquisa. Uma página impecável num site sem autoridade não ganha um termo disputado.
Nesse caso a decisão é uma de duas: escolher uma pesquisa mais específica onde consigas ganhar já, ou trabalhar meses a ganhar menções e ligações. As duas são válidas. Fingir que é um problema de título não é. O plano completo, por ordem, está no meu guia de estratégia de SEO para PME portuguesas, e se quiseres ajuda a decidir, é o que faço como consultor SEO.
Perguntas frequentes sobre otimizar websites para SEO
As dúvidas que me chegam sempre que falo de otimizar websites com quem gere um site.
Quantas vezes devo repetir a palavra-chave na página?
Não contes. Escreve com naturalidade e garante que a expressão aparece no título, no primeiro parágrafo e num subtítulo. Se depois disso ela aparecer mais vezes por ser mesmo o assunto, ótimo. Se estiveres a forçá-la, estás a piorar a página.
As palavras-chave long tail valem mesmo a pena com tão pouco volume?
Valem, por duas razões. A primeira é que convertem muito melhor, porque a intenção está escrita na própria pesquisa. A segunda é que consegues ganhá-las, e vinte pesquisas específicas ganhas somam mais do que uma genérica onde estás em vigésimo lugar.
O que são palavras-chave LSI e ainda se usam?
É um nome antigo para os termos relacionados com o tema da página. A designação envelheceu e a ideia mantém-se: o motor percebe o assunto pelo vocabulário à volta, e não pela repetição de uma expressão. Escreve sobre o tema a sério e isto resolve-se sozinho.
Devo escrever a meta description ou deixar o Google escolher?
Escreve-a. O Google vai reescrevê-la em muitos casos, e continua a valer a pena, porque quando não reescreve é a tua versão que aparece. E garante que o primeiro parágrafo da página é bom, porque é de lá que ele tira a alternativa.
Devo colocar o ano no título dos artigos?
Só se te comprometeres a atualizar o artigo todos os anos. Um ano no título é uma data de validade visível: ajuda no ano certo e prejudica em todos os seguintes.
Otimizar websites assim chega para aparecer nas respostas de inteligência artificial?
É a base e não chega. Estas seis dicas preparam a página para ser encontrada e compreendida. Para ser citada por um modelo, precisas ainda de escrever em blocos que se sustentam sozinhos e de trabalhar a tua entidade, e isso é trabalho de GEO.
