SEO para Imagens?!

Já todos ouvimos falar de SEO, mas, provavelmente, muito poucos nos debruçámos sobre uma área específica da otimização de tráfego – a das imagens.

É verdade, o SEO não é só, como se tende a pensar, para texto!

As pessoas precisam de imagens por várias razões, seja para ilustrar um artigo ou para as incluir em vídeos, por exemplo. Se reparares, a maior parte do conteúdo online mistura texto e imagem.

De facto, as imagens ajudam a perceber melhor o conteúdo escrito, bem como a dividi-lo, evitando que as pessoas se aborreçam com grandes blocos de texto.

Não é por acaso que os posts com imagens têm cerca de 650% mais engajamento do que aqueles que contêm apenas palavras. O próprio Google aposta na pesquisa visual precisamente por estas razões.

Algumas pessoas questionam se, tendo em conta os avanços do Google no que toca ao uso de Inteligência Artificial, ao reconhecimento automático de imagens, vale a pena apostar no SEO para imagens.

A resposta é sim, vale, de facto, a pena.

Isto porque, por um lado, o Google ainda não consegue ler todos os tipos de imagem e, por outro, porque o SEO de imagens não se limita, como às vezes se pensa, em ajudar as ferramentas de pesquisa a perceber o que é que dada imagem mostra.

Desde logo, imagens mal otimizadas fazem com que as páginas se tornem mais lentas, o que, tendo em conta a importância da velocidade para o SEO, constitui um grande problema.

Para além disso, muitas vezes, uma imagem devidamente indexada acaba por aparecer numa posição melhor que o próprio conteúdo, gerando tráfego.

Faz, assim, todo o sentido que recorras à Pesquisa de Imagens do Google para aumentar o número de visitantes do teu site, sobretudo se já estás numa fase avançada de SEO.

Não estás convencido?

Talvez os números te façam mudar de ideias:

  • 10.1% de todo o tráfego do Google advém de images.google.com;
  • O número de visitantes diários das páginas de imagens do Google ultrapassa 1 bilião;
  • Ainda em 2010, o Google Images já continha mais de 10 biliões de imagens.

Fonte: Neil Patel

Mas como posso otimizar as minhas imagens no Google?

Antes de discutir como gerar mais tráfego através das tuas imagens, é essencial que saibas como otimizá-las.

Se dominas o básico do SEO, provavelmente já estás familiarizado com estas técnicas. De facto, otimizar imagens é bastante semelhante a otimizar as páginas de um site no Google.

Para começar, tal como na versão em texto das pesquisas do Google, há posições diferentes e algumas são, como calculas, melhores que outras.

A primeira imagem, nomeadamente, equivale a ocupar a primeira posição dos SERPs.

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Contudo, na Pesquisa de Imagens, os resultados aparecem de forma muito mais condensada, havendo 4 ou 5 imagens por fila.

Não obstante, a verdade é que, se não for otimizada, a tua imagem acabará, provavelmente, perdida nos SERPs.

 

Como podes impedir isso?

 

1. Edita os nomes dos ficheiros

O primeiro passo para a otimização das tuas imagens começa no teu computador, ainda antes de fazeres o upload da imagem nos teus servidores e prende-se com o nome dos ficheiros.

A maioria das câmaras e smartphones atribui automaticamente nomes aos ficheiros, nomes esses, como saberás por experiência, muito pouco user-friendly e, também, search engine friendly.

Em vez de te contentares com algo como DSC_0047.jpg, deves fazer com que o nome dos teus ficheiros reflita o seu conteúdo.

“bolsa_de_mao_couro_castanha.png”, por exemplo, permite imaginar a imagem mesmo sem a ver.

 

2. Aposta na legenda da imagem

As legendas das imagens são, em média, 300% mais lidas do que o texto que as acompanha.

As legendas constituem, posto isto, uma ótima oportunidade de atrair leitores. E atraem ainda o Google, já que os robots e algoritmos não conseguem ver imagens, pelo que qualquer elemento que transmita o que a imagem mostra é útil.

Uma boa legenda deve ajudar a compreender o que está na imagem, deve conter a palavra-chave que pretendes destacar e deve, finalmente, complementar o conteúdo do artigo.

 

3. Altera os alt tags das tuas imagens

Os alt tags são metadata que transmite às ferramentas de pesquisa em que é que as tuas imagens consistem. Por outras palavras, tratam-se de um pequeno texto descritivo das imagens, que integra o código HTML das suas tags.

Ao alterares os alt tags das tuas imagens, fazes com que as ferramentas de pesquisa indexem e posicionem melhor a tua imagem.

O teu objetivo deve ser que a alt tag seja curta e inclua palavras-chave. Este não é, de todo, o espaço, para dares asas à imaginação,pelo que deves optar por descrever, sinteticamente, aquilo que a imagem mostra.

De facto, tendo em conta que é suposto que os alt tags ajudem as pessoas com dificuldades visuais, deves garantir que cada alt tag consiste numa descrição precisa da imagem.

 

4. Presta atenção às dimensões das imagens

Não é por acaso que, quando procuras qualquer coisa no Google Images, a maioria das imagens têm, mais ou menos, as mesmas dimensões.

Acontece que o Google tende a privilegiar imagens mais ou menos retangulares com proporção 16:9 ou 4:3, pelo que imagens com dimensões 1366×768 (16:9) ou 720×480 (4:3) tendem a aparecer primeiro que imagens que fogem mais ao padrão, como aquelas demasiado verticais ou horizontais.

 

5. Usa o formato de imagem adequado

O Google Images não aceita todo o tipo de formatos de imagens, trabalhando apenas com:

  • JPEG;
  • PNG;
  • MBP;
  • GIF;
  • WebP;
  • SVG;
  • imagens in-line.

Para garantires que a tua imagem é devidamente indexada, garante que estás a usar o formato correto. O JPEG é o mais utilizado, uma vez que tem maior capacidade de compressão e permite ficheiros de tamanho reduzido. Contudo, não assimila transparências, como o GIF e o PNG.

 

6. Comprime as tuas imagens

As tuas imagens devem, simultaneamente, ser o maior possível e ocupar o mínimo espaço possível. Como contornar esta contradição?

Recorrendo à compressão.

Podes, para tal, usar ferramentas como o Tiny.PNG.

Há, contudo, que ter em conta que mesmo que estejas a dar tudo no SEO, nada fará com que as pessoas usem as tuas imagens, como acontece igualmente com conteúdo escrito, se estas não forem, à partida, boas. Ainda que possam aparecer na primeira página, na primeira posição dos SERPs de pesquisa de imagens, isso não garante que as pessoas as usarão de facto. Para tal, deves garantir que as imagens que estás a criar são apelativas. Aí sim, podes otimizá-las e assistir ao aumento do teu tráfego orgânico.

Como faço para aumentar o meu tráfego através da pesquisa de imagens?

1.Cria as tuas próprias imagens

A tentação de usar imagens disponíveis online é grande. Contudo, se só usas destas imagens no teu site, estás a perder uma oportunidade de aumentar o teu tráfego.

Acontece que a maior parte destas imagens não tem grande personalidade e, garantidamente, não refletem a tua marca.

As imagens originais são, sem sombra de dúvida, uma melhor opção.

Não que haja algo de eminentemente errado em usar imagens de outras fontes – às vezes, não tens simplesmente os recursos para criar as tuas próprias imagens.

Contudo, quando possível, deves considerar usar imagens tuas. Porquê?

Porque as fotos originais levarão unicamente ao teu site.

Se alguém está à procura de imagens para usar e optar pela tua, por exemplo, dar-te-ão, provavelmente, os créditos através de um backlink.

Pelo contrário, quando usas uma foto de outra pessoa, o teu site não é a fonte original, pelo que quem usar essa foto a atribuirá ao site de onde também tu a retiraste e não ao teu.

Quanto mais original, de qualidade e apelativa for a tua imagem, maior probabilidade terá de ser escolhida. Melhor ainda, estas imagens aparecem primeiro no teu site nos SERPS.

Se o tráfego da tua página for considerável, e se a tua imagem surgir entre os primeiros resultados da pesquisa por determinada palavra-chave, é provável que acabe por ocupar a primeira posição da pesquisa de imagens, o que se traduz em maior tráfego.

Para além disso, com imagens originais, o aspeto do teu site melhorará significativamente.

 

2. Encontra palavras-chave relacionadas

Tal como qualquer conteúdo escrito, cada imagem tem uma palavra-chave principal, que integra tanto o nome do ficheiro como o alt tag.

Não podes, contudo, ficar-te pela palavra-chave principal – as chamadas palavras-chave latent semantic indexing (LSI) também são importantes.

Não te assustes com o nome. As palavras-chave LSI são simplesmente palavras-chave relacionadas com a tua palavra-chave principal.

Se a tua palavra-chave principal for, por exemplo, “Árvores de fruto do Algarve”, podes usar “Laranjeiras do Algarve” como palavra-chave LSI.

As palavras-chave LSI aumentam a variedade das palavras-chave, já que tendem a ser mais específicas que a principal, cobrindo mais terreno, o que faz com que mais pessoas encontrem o teu conteúdo.

Mesmo que duas palavras-chave sejam muito semelhantes, as imagens que aparecem como resultados de pesquisa das mesmas podem ser muito diferentes, pelo que as palavras-chave LSI te podem fazer chegar a audiências completamente diferentes.

Uma coisa extremamente útil é que a própria pesquisa de imagens é uma excelente fonte de palavras-chave LSI para as tuas imagens. De facto, no topo dos SERPs da pesquisa imagens, aparece uma lista de termos relacionados:

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Podes, para além disso, introduzir cada uma destas palavras-chave no Google Keyword Planner para obter mais informação sobre cada uma, de forma completamente gratuita.

Podes ainda encontrar long tail keywords recorrendo a esta estratégia. Estas funcionam de forma bastante semelhante às palavras-chave LSI – ambas expandem a palavra-chave principal e aumentam o tráfego.
As palavras-chave longas funcionam bem nos alt tags. Ainda que não as devas usar a toda a hora, faz sentido incluí-las nas tuas 5 a 10 páginas mais populares.

Uma vez mais, a pesquisa no Google é uma ótima forma de encontrares estas palavras-chave:

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Facilmente transformas estas sugestões em Long Tail Keywords, como “como reservar hotel pelo candeias”, “como reservar hotel com pontos multiplus”, etc.

3. Usa imagens relevantes

Isto pode parecer óbvio, mas é muito importante que as tuas imagens estejam diretamente relacionadas com o tópico abordado.

A verdade é que podes receber milhares de visitas à tua página por causa de imagens que não têm nada a ver com o teu site. Contudo, ao perceberem que o teu site é sobre algo completamente diferente daquilo de que estavam à procura, as pessoas podem, simplesmente, fechar a página.

Para evitar que isto aconteça, deves, então, escolher imagens que se relacionem intimamente com o teu tema. Uma boa opção é apostar em infográficos. Apresento-te um meu, que publiquei no meu artigo Google Ads vs. Facebook Ads:

infografico-facebook-vs-google-ads

Um infográfico é ideal para melhorar o teu SEO através de imagens relacionadas, ao mesmo tempo que adiciona detalhes ao teu conteúdo.

Os infográficos podem gerar milhares de visitas ao teu site e contribuir para aumentar a tua autoridade sobre um dado assunto.

4. Usa marcas de água nas tuas imagens

Usar marcas de água é uma prática comum para muitos fotógrafos e artistas, mas, estranhamente, não há muitos bloggers que o façam. Isto por acreditarem que usar marcas de água se destina unicamente a proteger direitos de autor.

Contudo, as marcas de água podem, para além disso, gerar ainda mais tráfego para o teu site do que simplesmente otimizar as tuas imagens e garantir que aparecem exclusivamente no teu site.

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Podes ainda, por exemplo, não só indicar de onde é que a imagem vem, como disponibilizar um link, o que faz com que as pessoas não só saibam a quem dar o crédito pela imagem, como também onde podem procurar conteúdo semelhante.

Podes também lembrar as pessoas, na própria imagem, de dar crédito ao autor da mesma, o que, não sendo necessário, não é uma má ideia.

Podes ainda, para além de incluir o URL para o teu site, colocar na imagem o username das redes sociais. É uma boa forma de aumentar o tráfego tanto do teu site como das tuas redes. Se alguém visitar as tuas redes sociais, visitará também, provavelmente, o teu site.

 

5. Posiciona a imagem principal no topo da página

A posição que a tua imagem ocupa no teu site é muito relevante para a importância que o Google lhe atribui. De facto, ao estar próxima dos parágrafos que abordam aquilo que a imagem mostra dá contexto ao Google.

O próprio Google recomenda que a imagem principal que ilustra um artigo surja no topo da página, uma vez que isto fará com que o Google a posicione melhor e destacará a palavra-chave a ela associada.

 

6. Cria um mapa do site das imagens

Para garantir que o Google encontra todas as imagens do site e que são devidamente indexadas na pesquisa de imagens, deves criar um mapa de site exclusivo com os URLs de todas as imagens.

Embora possas referenciar imagens de um mapa do site já existente, faz mais sentido criar um mapa exclusivo que seja usado pelas ferramentas de pesquisa.

 

7. Usa o Lazy Loading

O Lazy Loading impede que um navegador carregue uma imagem até que esta seja necessária, o que faz com que a página carregue muito mais rápido. Se o visitante nunca descer até à parte inferior da tua página, o conteúdo da mesma nunca chega a ser carregado.

 

8. Aproveita o cache do navegador

Quando alguém entra numa página, as imagens são descarregadas e depois exibidas no navegador. O armazenamento em cache do navegador dá-se quando os arquivos são guardados pelo navegador do visitante, não tendo de ser descarregados novamente em visitas futuras ao site, pelo que este carregará mais rápido.

Pessoalmente, recomendo o Autoptimize.

 

 

Já todos ouvimos que “uma imagem vale mais que 1000 palavras” e como pudeste ver, isto aplica-se, muitas vezes, e cada vez mais, às pesquisas no Google.

Não faz, posto isto, qualquer sentido que te foques apenas na otimização do teu conteúdo escrito. Muito menos depois destas dicas todas para otimizares imagens para SEO!

Pronto para ser um ninja também no SEO de imagens?

Aprende mais connosco, no nosso Curso de SEO online (LIVE)! 😉

Até já,
Marco Gouveia

Summary

Consultor de Marketing Online e Search Engine Marketing, nos portais de E-commerce Pestana.com e Pousadas.pt, com foco na Optimização de Sites para os Motores de Busca, SEO, gestão de campanhas Google Adwords, SEA, e dinamização de Redes Sociais.

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